A cleptomania é uma doença conhecida como a necessidade que o indivíduo tem de roubar coisas, objetos. Essa necessidade aparece como um impulso que é bastante difícil de ser controlado.
Por “incrível” que pareça, na maioria das vezes, os cleptomaníacos desejam apoderar-se de objetos de baixo valor. Muitos possuem condições financeiras para comprá-los. Não estão num momento de raiva ou alucinação. O importante para eles é a sensação de prazer, de perigo, no momento em que antecede o furto.
Geralmente eles colecionam, jogam foram ou às vezes até devolvem aos donos. E logo após o ato surge o sentimento de culpa, vergonha por não ter evitado que aquilo acontecesse.
É natural esconderem esse tipo de comportamento da família. E quando são “descobertos” dizem que só pegou emprestado ou que não percebeu que o objeto estava em suas coisas.
Não se sabe ao certo a origem dessa doença, mas muitos estudos apontam para um comportamento construído desde a infância. Geralmente iniciam-se as ocorrências na adolescência, estendendo-se ao longo da vida.
Deve-se tomar cuidado para não confundi-los com ladrões, pois os cleptomaníacos não planejam o furto, não se interessam pelo valor do objeto, é acontecido tudo muito de repente, apenas por prazer.
O tratamento mais indicado é a combinação de medicamento com a terapia cognitiva-comportamental, que modificará os comportamentos inadequados do indivíduo. Não há cura, por isso o tratamento deve ser constante.